quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Falando sobre: Gender Bending/Troca de Sexo

Antes de mais nada, gostaria de avisar que esta matéria aqui é apenas informação. Não tomo partido de nenhum lado da história, pois pra mim, todo mundo é igual. Aceito quem é, e não recrimino quem não aceita. Numa sociedade que, apesar de ter condições de buscar informações, só sabe julgar pelo que acha que é o correto, sem nem pensar que poderia ser você ali, sendo vítima por algo tão deprimente que é o seu EU e achar que isso é normal. E nem sempre a mídia, por mais acessível que possa ser, está disposta a ceder 100% dessas informações para a sociedade, afinal, isso não é importante.

No wikipédia em português, existe artigos interessantes sobre o tema, como o Transtorno de Identidade de Gênero, Identidade Sexual, LGBT, etc. Se você entende Inglês, essa versão apresenta muito mais informações sobre esses temas. E é isso que, até hoje, a sociedade precisa: Informações. E é isso que o Eien no Sekai prega: Informações. E sempre irei martelar nisso. Afinal, como se pode dizer se gosta ou odeia uma coisa, se você nem sabe do que se trata? E isso vale para praticamente tudo, hoje em dia. Lembrando que existe diferença entre o Termo Gender Bender e o Gênero Gender Bender.

Mas tia Haru, por que falar em um blog de mangás sobre isso? 
Simples, querido(a) leitor(a). É porque esse tema também está presente em mangás, animes, doramas. Apesar da fama que certas obras possuem (como Ouran High School Host Club e Hanakimi), existe a necessidade de se conhecer melhor sobre os temas, afim de compreender melhor o contexto das histórias. Essa matéria vai abordar alguns subtemas, e falar de obras com as diversas faces sobre o assunto. Além disso, ela servirá de base para futuras matérias que falarão de Shounen-Ai, Shoujo-Ai, Yaoi e Yuri. Então... vamos lá!

Gender Bender. Em português, Mesclamento de Gênero ou, como eu mesma coloquei nos mangás com o gênero, 'Troca de Sexo'. Termo este que pode caracterizar uma pessoa que se veste e copia o comportamento do sexo oposto, No mundo dos mangás e animes, Gender Bender pode também caracterizar uma situação onde há troca de corpos e possessão. Devo lembrar que apesar de estar falando em Identidade e Orientação sexual, eu aqui estou apenas diferenciando o Gênero Gender Bending e dos outros gêneros citados logo acima. Afinal o Gênero envolve na questão da Identidade sexual daquele que gosta, que é obrigado, ou que por algum motivo, se encontra nessa situação.

É muito comum envolver pessoas que carregam uma aparência andrógina, onde muitas vezes há a confusão por parte de 'estranhos' principalmente se a pessoa se comportar de uma maneira diferente de como uma pessoa de seu gênero (como por exemplo uma garota ser violenta e um garoto gostar de flores). E nesse ponto, entra a questão: O que é ser um homem? E o que é ser mulher? Se eu gosto de coisas doces, devo ser uma mulher? Se gosto de ter meu cabelo beeeeem curto, devo ser homem? Por que isso tem que definir o que eu sou?

Relação entre Identidade sexual e orientação sexual
A identidade sexual pode ser exclusivamente masculina ou feminina. Também pode manifestar uma mistura entre a masculinidade e feminidade, admitindo várias categorias entre homossexualidade com inversão sexual de papéis de gênero, travestibilidade e transexualidade. A identidade sexual difere em conceitos da orientação sexual pois a identidade sexual fundamenta-se na percepção individual sobre o próprio sexo, masculino ou feminino percebido para si, manifestado no papel de gênero assumido nas relações sexuais e a orientação sexual fundamenta-se na atração sexual por outras pessoas. Difere também da identidade de gênero no sentido em que a identidade de gênero está mais correlacionada com a maneira de se vestir e de se apresentar na sociedade enquanto a identidade sexual correlaciona-se mas diretamente com o papel de gênero sexual. Algumas vezes considera-se que um transexual do biotipo masculino, cuja orientação sexual é somente por homens e que se relacione sexualmente apenas no papel feminino, possa ser considerado heterossexual. Nos casos mais comuns, homens e mulheres identificam-se no biotipo sexual natural, sem manifestar desejos pela transgenereidade.
Também utilizado como símbolo de revolta contra os estereótipos 'Masculino' e 'Feminino', por muito tempo, numa sociedade que antes esse tipo de comportamento era considerado aberração e contra os costumes da época, em que as jovens mulheres eram obrigadas pela família a casar com um homem (um exemplo, apesar de não ser sobre o tema, é o que está passando no reprisamento de Caminho das Índias, com Raj e Maya, que foram obrigados a se casar pelos costumes forçados pelas suas próprias famílias).

Intersexualidade
Em seres humanos, é qualquer variação de caracteres sexuais incluindo cromossomos, gônadas e / ou órgãos genitais que dificultam a identificação de um indivíduo como totalmente feminino ou masculino. Essa variação pode envolver ambiguidade genital, combinações de fatores genéticos e aparência e variações cromossômicas sexuais diferentes de XX para mulher e XY para homem. Pode incluir outras características de dimorfismo sexual como aspecto da face, voz, membros, pelos e formato de partes do corpo.

Japão
No Japão, gênero e sexualidade não são conceituados através de um quadro binário dentro do contexto do individualismo (homo heterossexual, homem-mulher), mas sim através de um espectro em que os vários papéis sociais da "abrangente" grupo são enfatizadas. Sob esta construção, expressões de gênero e sexualidade são variados, como é evidenciado pela do Japão flexão de gênero comunidades.
Transgenderismo no Japão começou durante o Edo período. Atores mulheres foram proibidas de atuar em teatros kabuki e, por sua vez, os artistas masculinos efeminados assumira, os papéis das mulheres. Tais atores mantiveram o seu vestido dentro e fora do teatro. Acreditava-se amplamente, na época, que só os homens podiam realmente sabe o que beleza de uma mulher parecia. Além disso, se um homem agia como uma mulher, vestida como uma mulher e assumiu os papéis sociais de uma mulher, ele estava simplesmente socializado como uma. O último é o resultado de como Japão conceituada gênero e sexualidade em termos de papéis sociais adotadas. Como o Japão torna-se mais ocidentalizada há uma preocupação crescente para o tratamento das minorias sexuais e de gênero.
Com a introdução do budismo, uma das primeiras formas de não-heterossexualidade documentado no Japão é encontrada em pequenas práticas homossexuais do sexo masculino durante o período Heian (745-1185). Budismo chegou ao Japão de China através da Coreia durante o período Kofun (300 a 710). Porque monges budistas vivia em montanhas íngremes isolados dentro de suas próprias sociedades, eles desenvolveram seus próprios costumes sexuais. Meninos jovens (idade 11 a 17 anos) chamou de "Tigo" serviam os monges sexualmente porque as relações do sexo feminino eram estritamente proibido.
No Japão moderno, não é raro ouvir termos ocidentais, tais como gays e lésbicas, ou "gei" e "rezbian." Tais termos diferem significativamente dos termos usados ​​no passado e, portanto, mostram uma tendência de ocidentalização. Antes do contato ocidental, o Japão não tem um sistema de identificação, em que a identidade foi determinada por sua preferência sexual biológica. No entanto, isso não indica que os comportamentos sexuais entre indivíduos de do mesmo sexo não eram praticados. Na verdade, esse tipo de comportamento era tão comum no Japão que a documentação de relacionamentos do mesmo sexo remonta mais de mil anos.
Durante o período Edo, por exemplo, as relações sexuais entre homens e mulheres foram importantes para garantir a prole e status social; no entanto, as relações sexuais entre homens, especialmente entre o Samurai, eram vistos como uma parte intrincada de socialização masculina. O termo "wakashudo" ou "shudo", literalmente traduzido como "o caminho dos jovens", observa uma forma anterior da homossexualidade que incidiu sobre a relação sexual entre um Samurai e seu pupilo. Tais relações estabelecida uma aceitação inquestionável das práticas do mesmo sexo e não se restringiram aos homens.
As mulheres também se envolveu em práticas bissexuais embora estas práticas não são tão bem documentada como os dos homens. Durante o século 16, as mulheres medievais ganhou de segurança recém-descoberta como esposas dentro de sistemas virilocais, em contraste com a insegurança das esposas do período Heian onde as mulheres eram facilmente abandonadas por seus cônjuges. Esta mudança foi importante porque permitiu às mulheres para estabelecer posições mais proeminentes dentro do agregado familiar através do qual eles foram capazes de exercer mais influência. Por sua vez, isso permitiu uma espécie de libertação sexual para muitas mulheres.
Apesar disso, como pode-se ver em muitas obras que abordam o assunto, a sociedade japonesa não é 100% liberal a esse tipo de comportamento. Tanto que casamento e/ou União Instável entre essas pessoas ainda não são permitidos no país.

Tá bom, tá bom. Agora chega de informação. Como falei antes, existem várias matérias interessantes sobre esses assuntos no Wikipédia. Basta ter interesse em pesquisar. Agora vamos a algumas subcategorias sobre gender bending. Lembrando novamente que em breve teremos uma matéria sobre Shounen-Ai, Shoujo-Ai, Yaoi e Yuri. E essa matéria aqui será relembrada porque esses gêneros também são subtemas de gender bending (No caso, falo no modo geral, do nosso cotidiano), apesar de não ser categoricamente classificado como tal no mundo dos mangás e animes, afinal são ligados à orientação sexual, não a identidade, que é o verdadeiro ponto desta matéria.

Subtemas de Gender Bending ou Troca de Sexo

Troca de Corpos
Ocorre quando, de uma hora pra outra, duas pessoas de sexos opostos 'trocam' de corpos. É muito comum nesses mangás, devido a súbita mudança, essas pessoas passarem a se assustar com o seu corpo ou até chegar a outros níveis. Um exemplo é Yamada-kun to 7-nin no Majo, de Yoshikawa Miki. Como Shoujo, temos Gyakuten Honey de Tokeino Hairi.


Transformação
Ocorre quando o corpo da pessoa muda de forma, se tornando do sexo oposto. Um exemplo clássico é Full Moon wo Sasayaite da Sanami Matoh, mangá que a Panini nos trouxe, para a minha alegria.




Reencarnação
Ocorre quando uma pessoa acaba reencarnando com o gênero oposto de sua vida passada. Geralmente, o Gender Bending ocorre porque a pessoa atual obtem as memórias e/ou atitudes de sua vida passada, podendo causar certos mal-entendimentos. Yukarism, de Shiomi Chika e Bokura no Kiseki, de Kumeta Natsuo


Se transvestindo por conta-própria
Ocorre quando a pessoa se transveste porque acha mais confortável. Geralmente são garotas que vestem roupas masculinas, como em 9 Banme No Musashi de Takahashi Miyuki, e Broken Angels, de Tsuzuki Setsuri e Ai Ore, de Shinjo Mayu.


Se transvestindo por necessidade
Esse é o tipo de gender bending que eu mais gosto, pois os motivos que leva uma pessoa se transvestir mudam de obra para obra, e as vezes nos surpreende. Entre exemplos, temos Charming Junkie de Fukuyana Ryoko, Charisma Doll de Kurahashi Erika, Hanakimi de Nakajo Hisaya, Hana no Kishi de Nishitaka Mai, , Seiyuu-ka! de Minami Maki, W-Juliet de Emura...





Intersexualidade
Como descrito acima, é quando uma pessoa nasce com problemas nos orgãos genitais, que dificulta o reconhecimento dele como homem e mulher. Um mangá que explica muito bem isso, e que vou falar mais fundo sobre ele depois, é IS - Otoko Demo Onna Demo Nai Sei de Rokuhana Chiyo. Kakumei no Hi, de Tsuda Michiyo também retrata sobre esse assunto, de forma mais leve.



Existem mais exemplos de gender bending ou pessoas que se vestem e agem como ou sexo oposto, em mangás Shonen-ai, Shoujo-ai, Yaoi e Yuri. Mas esses mangás ficarão para depois por serem temas mais complexos e delicados de se falar. Além disso, existem mangás que podem apresentar dois tipos, como quando junta a necessidade ao prazer de se transvestir, como em Umi no Kishidan de Togawa Mitomo e Ouran de Hatori Bisco.


 


Bem, é isso. Espero que esta matéria obtenha o resultado que tanto desejo. Informar a todos sobre o tema, e me preparar para futuras matérias. E depois de pesquisar, escrever isso tudo, montar o post durante toda a madrugada, finalmente  vou dormir... zzzzzzzz

Hahahaha, bem, até a próxima matéria, pessoal!





sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Falando sobre: Novidades e P.A. (Private Actress)

Olá pessoal, Tia Haru aqui com novidades gigantes.

A primeira é que nossa página atingiu a marca de 800 curtidas, algo que meixa muito feliz por saber que meu trabalho duro é visto e compartilhado por você e diversas outras pessoas que estão nos lendo agora.



A segunda, como puderam ver, é que depois de meses e meses guerreando pra por a bendita caixinha do Facebook, eis que finalmente saio vitoriosa. Ela não é linda?

A terceira é que ontem lancei na nossa página do Facebook a tradução do primeiro capítulo do volume 5 de Keishichou Tokuhanka 007. Notem que é a tradução, não o mangá. Logo logo, terá a continuação. Em breve eu encaixarei ele aqui no blog, pois ainda estou decidindo se posto ele como documento do Google Drive ou como postagem de Livejournal.

Agora vamos a nossa matéria. Vim falar de um mangá Josei, que possui Dorama (Mas até agora não consegui assistir) e que eu adorei o roteiro. Esta obra é P.A., também conhecido como Private Actress.



Kobayakawa Shiho é uma "Private Actress" que trabalha para uma empresa de produção. Ela também faz trabalhos para pessoas que precisam dela para fingir ser uma pessoa diferente. Considerada por quem a conhece como 'gênio', a cada capítulo, ela assume uma pessoa diferente, conhece pessoas diferentes.

Mas Shiho não anseia trabalhar como uma verdadeira atriz, por motivos pessoais. E familiares. Ela é uma garota solitária, que acaba buscando em suas atuações sentimentos que ela mesma não pode ter.



Como P.A., ela conhece o amor da vida dela. Ela conhece outros atores que acabam a forçando a atuar, e o segredo que ela guarda lá no fundo de si mesma vem a público.

Um mangá dramático, com um toque leve de sobrenatural, P.A. foi lançado em 1992 e por pouco não ganhou o 53º Shogakukan Manga Award para Shoujo. Escrito e desenhado por Akaishi Michiyo, veterada que começou sua carreira em 1980 na Betsucomi, está nas bancas nipônicas em dois formatos. O Tankoubon possui 8 volumes e o Bunkoban, 4. P.A. é um mangá completo. Mas a autora preparou mais um volume, chamado P.A.: Tokubetsuhen, onde Shiho, apesar de famosa, ainda trabalha como P.A.



A arte de P.A. é muito similar a de Sailor Moon. Mas eu mesma já vi mangás da Akaishi de 1983, muito tempo antes da Naoko Takeuchi lançar seu primeiro trabalho e dá pra perceber claramente que foi a Akaishi que começou com esse estilo de traço. Inclusive, pra dar a graça na história, Sailor Moon e Ranma 1/2 são citados em um capítulo de P.A. 
Como na internet não possui nada relatando a semelhança da arte, fica por aqui mesmo rsrs

O dorama, que foi ao ar em 1998, parece seguir a mesma linha de roteiro do mangá (digo 'parece' porque ainda não consegui assistí-lo), apesar de me parecer pular entre capítulos, pelo que eu li em um site espanhol que infelizmente só listou os 3 primeiros episódios de 9. Só consegui encontrar umas duas ou três imagens aqui e ali pelo Google. Uma pena mesmo. 


Bem pessoal, é isso. Espero que tenham gostado desta matéria. Nos vemos novamente em breve com mais matérias e quem sabe novidades.